Sexta-feira, Setembro 09, 2005

Ninguém no PV responde ao companheiro Gabeira?

Alguém tem que responder, reconhecer ou pelo menos explicar estas coisas que anda dizendo do Partido Verde o companheiro Fernando Gabeira, até agora duas vezes herói do povo brasileiro por tirar da cadeia em 1970 Zé Dirceu e outros combatentes presos e por tirar da presidência da Câmara dos Deputados em 2005 o deputado Severino Cavalcanti.
É preciso explicar pelo menos os três pontos levantados de público pelo nosso companheiro de jornada:
1) "O PV é um partido formado por pessoas que não querem confronto";
2) "O PV no Brasil não tem nenhuma capacidade de influenciar na realidade porque está completamente destituido de substância teórica. Não existe partido político se você não tem pessoas capazes de pensar o programa, aplicá-lo na realidade e reinventá-lo quando a realidade muda. O PV não tem essa massa crítica";
3) "Temos de desejar a implosão do sistema partidário para que possamos reorganizá-lo".
Para compreender no contexto, veja as duas questões finais da entrevista concedida ao JB e ao JB Online na segunda-feira, 8 de setembro, pelo nobre deputado, um dos fundadores do PV quando voltou do exílio. À tarde, o empresário Sebastião Buani confirmou em Brasília que pagava mensalinho ao Severino, coroando assim o movimento para derrubar o presidente da Câmara lançado dias atrás por Gabeira em cena histórica no plenário.
P) Qual sua relação com o PV?
– Entrei no PV de novo porque eles estavam precisando de mais um deputado para ter direito a uma série de coisas e sou um deputado verde independente do partido. Mas é um partido formado por pessoas que não querem confronto. O PV no Brasil não tem nenhuma capacidade de influenciar na realidade porque está completamente destituido de substância teórica. Não existe partido político se você não tem pessoas capazes de pensar o programa, aplicá-lo na realidade e reinventá-lo quando a realidade muda. O PV não tem essa massa crítica. Temos de desejar a implosão do sistema partidário para que possamos reorganizá-lo.
P) Como assim?
– Fazer uma implosão para que novos partidos se formem e novas afinidades se afirmem. Esse processo é permanente, esses partidos estavam diante de uma época que acabou. Qual a pessoa inteligente hoje que entra em partido? É muito raro.
Veja a íntegra da entrevista ao JBOnline de 8-9-05.
Então, que tal fazer seu comentário para abrirmos a discussão, companheiro/a do Partido Verde? Se ficarmos calados estaremos consentindo que não temos massa crítica etc e precisamos mesmo ser implodidos com o resto dos partidos? Será que todos nós somos do tipo que não quer o confronto?

5 comments:

Anônimo disse...

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Zé do Mato disse...

Massa crítica nós temos, o que falta é articulação para colocarmos isso a serviço do partido. Sugiro, por exemplo, ver o excelente boletim O Guardião, publicado pelo companheiro... êpa, códinome Agente 43. É só escrever para agente43@terra.com.br

marialrocha@zipmail.com.br disse...

PARABÉNS AO DEPUTADO FERNANDO GABEIRA QUANTO AO DISCURSO FEITO A SEVERINO
CAVALCANTE NA CÂMARA NO DIA 31/08, DISCURSO DE CORAGEM, DE HONESTIDADE,
DE DIGNIDADE. O DEPUTADO FERNANDO GABEIRA FALOU POR TODOS, ABSOLUTAMENTE,
TODOS OS BRASILEIROS.
AGRADEÇO AO PV, QUE VENHAM MAIS MANIFESTAÇÕES DE CORAGEM E DE HONESTIDADE.
O NOSSO PAÍS TEM QUE MUDAR, JÁ PASSOU DA HORA DE FAZERMOS UMA LIMPEZA E
REALMENTE PROGREDIRMOS.

MARIA.

joliver@yahoo.com.br disse...

Matéria da revista Veja de 7/9/05 com Jared Diamond, autor do livro

Colapso - como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso.
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Ambiente
A cegueira das civilizações

Jared Diamond diz que o sucesso de
sociedades do passado não as deixou
ver o perigo ambiental criado por elas
próprias. Ele teme que isso se repita

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O homem nunca tirou tanto do meio ambiente como nos últimos cinqüenta

anos. O avanço acelerado sobre a natureza é o efeito colateral do nosso

sucesso. Vista pela perspectiva dos avanços relativos de cada

civilização, a nossa exibe brilho sem igual. A fartura inédita de

alimentos, a tecnologia para salvar vidas e colocar foguetes na Lua e a

compreensão científica dos fenômenos naturais nunca foram maiores. A

contrapartida preocupante são a perda acelerada de biodiversidade e a

degradação do meio ambiente, a pressão sobre os estoques de água

potável, o excesso de pesca nos oceanos e indícios de mudanças

climáticas causadas pela ação do homem. O que esse processo mostra é

que os recursos naturais podem estar sendo consumidos em velocidade

maior que a de reposição do planeta. Há o risco de não sobrar o

suficiente para as gerações futuras.

A respeito disso, vale a pena prestar atenção no que diz o americano

Jared Diamond. Geógrafo da Universidade da Califórnia, ele é autor de

um livro de grande repercussão, Armas, Germes e Aço, lançado há seis

anos. Nele, explica como fatores ambientais influenciaram a ascensão de

muitas civilizações. Dessa maneira, a disponibilidade de animais e

plantas passíveis de ser domesticados ajuda a explicar por que o

Ocidente conquistou o restante do mundo – e não o inverso. Ou, em

outras palavras, por que foram os espanhóis que desembarcaram no

México, e não os astecas na Espanha. Mais recentemente, Diamond estudou

o declínio e o sucesso de várias sociedades do passado e acredita ter

encontrado um padrão na catástrofe: o desastre ambiental provocado por

elas foi decisivo no próprio declínio. A queda de um povo nunca é o

resultado de um único fator, diz o geógrafo. Ele pode simplesmente ser

aniquilado por um invasor poderoso. Outras vezes, o colapso é provocado

pela perda de uma conexão vital – um freguês tradicional para seu único

produto de exportação, por exemplo. Pode ocorrer uma mudança climática

ou um desastre natural. O elemento isolado mais poderoso, contudo, pelo

menos nos exemplos estudados, foi a degradação ambiental. Quando a

população cresce, em decorrência do sucesso da sociedade, a pressão por

alimento se torna excessiva para os recursos naturais. O resultado é a

fome, que leva à desagregação social e a guerra civil.

De qualquer forma, no seu entender, a questão mais importante é o modo

com que a sociedade reage aos quatro problemas citados. O sucesso pode

cegar as pessoas para os riscos de seu próprio comportamento. Os mesmos

valores que permitiram a ascensão daquele povo podem igualmente levá-lo

à ruína. O exemplo dessa situação, apresentado pelo geógrafo, não é do

passado, e, sim, dos nossos dias. A cultura do consumo permitiu a

criação do grau de riqueza da sociedade moderna. O risco é o de que os

recursos naturais não dêem conta de atender à demanda, fazendo com que

a sociedade volte atrás. Diante da necessidade de alimentar uma

população crescente, a civilização maia, a mais brilhante entre as

pré-colombianas, devastou a mata, expondo a terra à erosão. Por fim, as

colheitas fracassaram e a fome dizimou a população. Envolvidos em

guerras permanentes e golpes de Estado, os reis maias não foram capazes

de pensar nas gerações futuras.


Por:
Antonio Ribeiro

PESCA E MATA AMEAÇADAS
A pesca excessiva dizimou os cardumes de atum. A Amazônia já perdeu um

quinto de sua floresta (acima, queimada em Rondônia)

Diamond acredita que o mesmo tipo de desatenção para com o futuro possa

estar ocorrendo atualmente. Há realmente sinais inequívocos de como o

homem moderno já está sendo prejudicado pelo uso depredatório que faz

dos recursos naturais:

• O consumo de água cresceu seis vezes no último século, em grande

parte para aumentar a produção de alimentos. O resultado foi a redução

da oferta de água para uso humano. Um terço da população mundial vive

em regiões com escassez de água, proporção que deve dobrar até 2025.

Metade dos africanos, asiáticos e latino-americanos sofre de alguma

doença relacionada à falta de acesso a uma fonte de água limpa.

• O uso de petróleo aumentou sete vezes nos últimos cinqüenta anos. A

queima de combustíveis fósseis contribui para a poluição do ar, que,

segundo estimativa da Organização Mundial de Saúde, mata 3 milhões de

pessoas por ano.

• Os gases emitidos por automóveis, pela indústria, pela decomposição

do lixo e pelo desmatamento de florestas tropicais contribuem para

acelerar o aquecimento global. Nas últimas décadas, a temperatura média

do planeta subiu 1 grau. Como resultado, 40% do gelo do Ártico derreteu

no último meio século, fazendo subir lentamente o nível dos oceanos. O

desequilíbrio climático traduziu-se também em maior quantidade de secas

em algumas regiões e inundações em outras.

• A exploração do estoque dos principais peixes de valor comercial

ultrapassou a capacidade de reposição da espécies. A pesca industrial

já reduziu em 90% a população dos grandes peixes oceânicos.

• Um quarto da área terrestre é usada, hoje, para a produção de

alimentos (agricultura e pecuária). Como as melhores áreas para a

agricultura já estão em uso há bastante tempo, a fertilidade do solo

caiu 13% nos últimos cinqüenta anos. Com isso, tornou-se necessário o

uso de maior quantidade de adubos químicos e o avanço sobre terras

periféricas ou ocupadas por florestas. Um quinto da Amazônia brasileira

já desapareceu neste século.

O paradoxo é que a mesma eficiência em explorar – e, por conseqüência,

danificar – os recursos naturais foi o que permitiu à humanidade

atingir o padrão atual de conforto. Nunca o ser humano levou uma vida

tão boa. Nas últimas quatro décadas, a renda per capita mundial

triplicou. A proporção de pobres diminuiu. Jamais uma parcela tão

grande da população mundial teve igual acesso a serviços básicos de

saúde, alimentação e moradia. A expectativa média de vida passou de 50

para 79 anos em um século. Entre 1960 e 2000, a população mundial

dobrou (de 3 para 6 bilhões) enquanto a economia cresceu seis vezes.

Duas forças exercem maior pressão sobre o planeta: o crescimento da

população global e a melhoria no nível de vida dos moradores dos países

pobres. A ONU estima que em 2050, atingiremos o ápice populacional, com

8,9 bilhões de pessoas.

Um dos dilemas existenciais da atualidade é o seguinte: quantas pessoas

vivendo com padrões de consumo do Primeiro Mundo o planeta é capaz de

sustentar? "A natureza não poderá dar conta sequer dos atuais níveis de

consumo, que dizer se 1 bilhão de pessoas, a maioria na China, tiverem

acesso à sua primeira geladeira nos próximos dez anos", disse a VEJA o

americano Stuart Pimm, especialista em políticas ambientais da

Universidade Duke, nos Estados Unidos. "A solução para o problema não é

barrar o desenvolvimento econômico, mas tomar decisões mais espertas em

relação ao meio ambiente e evitar os desperdícios", completa Pimm.

Várias características nos distanciam das sociedades estudadas por

Diamond. Tratavam-se de povos isolados, a maioria deles em ilhas ou no

meio de florestas impenetráveis, bem diferentes da sociedade global em

que vivemos. Em nenhuma outra época alcançou-se o conhecimento que

temos agora da relação de causa e efeito existente entre a nossa

interferência na natureza e o modo com que isso pode nos atingir. As

sociedades do passado não tinham conquistado a tecnologia que hoje nos

permite enfrentar e solucionar os problemas ambientais. A tecnologia

pode salvar a civilização.

"A humanidade não precisa voltar a andar de carroça para evitar a

destruição dos recursos naturais", disse a VEJA o biólogo americano

George Woodwell, um pioneiro da ecologia moderna. "Basta mudar um pouco

os hábitos atuais de desperdício e substituir as tecnologias

poluentes." Woodwell foi um responsáveis pela descoberta dos efeitos

nocivos do DDT, nos anos 60. O produto foi proibido nos Estados Unidos

na década de 70 e, em 1985, no Brasil. Quatro décadas atrás, o avanço

na tecnologia agrícola multiplicou a produção de alimentos e permitiu o

aumento da população mundial. Chamou-se a isso revolução verde. A parte

negativa foi o uso indiscriminado de produtos químicos, entre eles

alguns inseticidas que depois se mostraram devastadores para a saúde

humana e para o meio ambiente, como o DDT.

Isso foi resolvido com novas gerações de defensivos e com o

melhoramento genético das sementes, os chamados transgênicos. São

lavouras que reduzem sensivelmente a necessidade de insumos químicos.

Outro exemplo é a queima dos derivados de petróleo, cujos gases estão

entre os maiores responsáveis pelo aquecimento global. Melhorias

tecnológicas permitiram que o consumo total de combustível, em relação

ao produto interno bruto dos Estados Unidos, tenha caído a quase a

metade desde 1973. Os combustíveis fósseis terão de ser substituídos

por fontes alternativas de energia, pois a estimativa é a de que o

consumo só possa ser mantido, nos níveis atuais, por mais meio século.

A tecnologia para isso – fissão nuclear, energia eólica ou a célula a

hidrogênio – já existe. Nem sempre é simples convencer uma sociedade a

mudar seus hábitos. "As pessoas têm dificuldade em se preocupar com

questões que parecem muito distantes e incertas, como o aquecimento

global", disse a VEJA o jurista americano Richard Posner, autor de

Catástrofe – Risco e Resposta. Nesse livro, ele analisa as

possibilidades de a humanidade vir a ser aniquilada por cataclismos

naturais ou causados pelo homem.
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O teórico do colapso


Diamond: "O consumo americano funcionava enquanto tínhamos recursos

infinitos"


Em "Armas, Germes e Aço", lançado em 1999, o geógrafo Jared Diamond

explicou por que a Europa dominou o mundo. Em seu novo livro, Colapso,

há trinta semanas na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos, ele

analisa o que leva as sociedades ao fracasso. Aos 68 anos, Diamond, da

Universidade da Califórnia, concedeu a seguinte entrevista a VEJA.

O SENHOR DIZ QUE O COLAPSO OCORRE, EM GERAL, QUANDO AS SOCIEDADES ESTÃO

NO AUGE. POR QUÊ?
O colapso tende a ocorrer no auge do poder porque é justamente quando a

sociedade tem a maior população, o que exige uma quantidade cada vez

maior de recursos retirados da natureza. Os recursos esgotam-se com

rapidez e ela se torna vulnerável a calamidades. Em geral o colapso é

repentino, porque os problemas são relacionados. Em termos simples,

significa que a incapacidade de produzir alimentos suficientes leva a

revoltas populares, que, por sua vez, causam a derrubada de governantes

e guerras civis.

POR QUE HÁ SOCIEDADES CAPAZES DE PLANEJAR A LONGO PRAZO, EVITANDO A

DESTRUIÇÃO DE SEUS RECURSOS NATURAIS, E OUTRAS NÃO?
Um fator é o tipo de problema ambiental enfrentado. O Japão tinha um

grave problema de desmatamento no século XVII. Mas se trata de uma ilha

bastante úmida e com muita chuva. Lá as árvores crescem com bastante

rapidez. Já na Ilha de Páscoa, onde a civilização rapa nui devastou os

bosques, o clima é seco. A mata demora para se restabelecer. Outro

fator é a maneira como a sociedade reage diante da devastação do meio

ambiente. Os japoneses tentaram resolver o problema, pois tinham

consciência de que seus filhos iriam precisar daqueles recursos. Os

polinésios da Ilha de Páscoa não pararam até arrancar a última árvore.

ATÉ QUE PONTO OS VALORES CULTURAIS DETERMINAM SE UMA SOCIEDADE SERÁ

CAPAZ OU NÃO DE LIDAR COM O USO CORRETO DOS RECURSOS NATURAIS?
Os valores culturais de fato têm influência no sucesso de uma

sociedade. O maior perigo está em valores culturais que funcionaram bem

durante séculos e, de repente, deixam de ser adequados às mudanças.

Nesse caso, os valores que antes eram positivos e ajudaram aquela

sociedade começam a atrapalhar. O exemplo são os Estados Unidos. O país

enriqueceu e se tornou o mais rico do mundo sendo consumista. Isso

funcionava muito bem enquanto ele dispunha de recursos infinitos. Hoje,

o hábito cultural americano de consumo exacerbado pode comprometer

seriamente nossa sobrevivência.

POR QUE, MESMO QUANDO IDENTIFICAM UM RISCO AMBIENTAL, ALGUMAS

SOCIEDADES RELUTAM EM PROCURAR UMA SOLUÇÃO PARA ELE?
A pergunta poderia ser: por que existem sociedades que aprendem com os

erros enquanto outras não? O fato é que, muitas vezes, há conflitos de

interesse que impedem as autoridades de tomar atitudes para evitar o

colapso. Algumas pessoas ficam ricas causando o problema ambiental,

enquanto o restante da sociedade sofre com ele. Se esses indivíduos

fazem parte do governo ou o influenciam, fica difícil resolver a

questão.

O FATO DE VIVERMOS EM UMA SOCIEDADE GLOBALIZADA SIGNIFICA QUE O COLAPSO

DE UMA SOCIEDADE IMPORTANTE PODE SE TORNAR GLOBAL?
Sim. Os atentados de 11 de setembro de 2001 contra o World Trade

Center, nos Estados Unidos, tiveram reflexos políticos e econômicos

sobre outras sociedades. Não chegaram a causar um colapso, mas ilustram

como o que acontece em uma nação importante tem potencial para afetar o

restante do mundo. Se um país grande, como os Estados Unidos, entrar em

declínio, isso com certeza afetará o resto do planeta.


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A diferença entre o sucesso e o desastre

O modo como as sociedades respondem aos problemas de escassez de

recursos naturais define, em muitos casos, se elas sobrevivem ou entram

em colapso

Sucessos

JAPÃO

O problema
No século XVII, um período de paz e prosperidade econômica levou ao

crescimento da população e da demanda por madeira para construir casas

e para ser usada como lenha.O desmatamento desmedido causou escassez de

madeira

O que foi feito
Os xoguns estabeleceram normas para dificultar a extração de madeira.

Foram criados programas de reflorestamento.O carvão substituiu a lenha

no aquecimento doméstico e nas cozinhas

Resultado
Apesar de ser um dos países de maior densidade populacional, o Japão

tem 70% de sua área coberta por florestas



NOVA GUINÉ

O problema
Milhares de anos de agricultura devastaram as florestas da Nova Guiné e

a erosão do solo fez cair a produtividade. Com o aumento da população,

a procura por madeira para as construções e o uso doméstico cresceu

O que foi feito
No século IX, a população plantou mudas de árvores retiradas do

leitodos rios em meio às áreas de cultivo agrícola. A espécie

escolhida, a casuarina, ajuda a fixar nitrogênio no solo, deixando-o

mais fértil

Resultado
Os moradores da Nova Guiné sobrevivem há mais de 7 000 anos praticando

a agricultura de maneira sustentável



Fracassos

MAIAS

O problema
A destruição da floresta para abrir espaço à agricultura provocou a

erosão do solo. Isso, aliado a secas e guerras, levou à redução na

produção de alimentos e à fome

O que foi feito
Envolvidos em disputas internas pelo poder, os reis maias isolaram-se

do resto da sociedade e continuaram a cobrar impostos pesados dos

camponeses

Resultado
Em apenas 150 anos, a mais desenvolvida das sociedades pré-colombianas

perdeu 90% de sua população e a selva cobriu suas cidades e templos



ILHA DE PÁSCOA

O problema
As árvores foram derrubadas para abrir espaço para lavouras, fornecer

material para a confecção de canoas e para arrastar imensos ídolos de

pedra. A destruição da mata levou à erosão do solo e à extinção de

muitos animais

O que foi feito
O desmatamento continuou. Os caciques optaram por construir ídolos

ainda maiores, com a esperança de que os deuses resolvessem a crise

Resultado
A ilha perdeu todas as suas árvores e as fontes de alimento se

esgotaram. No século XVII, a sociedade ruiu em uma série de guerras civis e os sobreviventes tiveram de comer ratos e recorrer ao canibalismo.


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Com reportagem de Ruth Costas, da revista Veja de 7/9/2005
Assinante ver em http://veja.abril.com.br/070905/p_102.html

Anônimo disse...

Cada partido tem o Severino que merece. Uns morrem pela ganância, outros pela ignorância e alguns, pela falta de chão e teto.
Passam os homens e as entidades permanecem. Haja paciência.