Mais importante na volta a Europa neste sabado é a presença do centenário Oscar Niemeyer, mostrando ao mundo o que os brasileiros fizeram em materia de arte arquitetônica e urbanismo.
As matérias na televisão sobre ele e a arquitetura que criou no Brasil formam algo de surpreendente - não tanto pelas tecnicas mais didaticas da BBC, de acordo com os manuais, mas pelo conteudo até surpreende que o país dispõe em sua paisagem civilizada, o que temos a mostrar a nós e ao mundo.
Falta agora a nova geração de arquitetos trabalhar no chão e, por exemplo, transformar todo centro de cidade no Brasil nestes centros fechados a veiculos, circundados e cortados por ciclovias e passagens de pedestres, cadeiras de rodas e outros pequenos veiculos pessoais.
Isso é dificil fazer - imagino o proximo prefeito de, digamos, Cavalcante (GO), a norte do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, 1700 metros acima do nivel do mar, berço das águas do norte e do sul.
Por que os novos arquitetos e urbanistas não dão uma olhada nas cidades do norte da Europa, da Alemanha, da Holanda, Belgica, por exemplo, para ver como refazer o calçamento das ruas melhor do que antigamente, usando tijolinhos ecologicamene assentados sobre areia?
Por que não reconstruir mesmo, fazer o que foi destruido pelo tempo e pelo atraso, ruas inteiras com suas fachadas e calçamentos, sua iluminação colonial, suas paisagens em umas poucoas ruas no centro de cidades como, digamos, Natividade (TO)?
Ou por que não avançar mais em cidades-chaves como a antiga Vila Boa de Goias, patrimônio cultural da humanidade há tempos, reconstruindo todo o centro emcooperação com os portugueses, por exemplo, que estão agora tão entusiasmados em voltarem a ser europeus e mostrar isso às ex-colônias onde deixaram terra arrasada?
Certamente que o prefeito verde de Freiburg, capital ecologica da Alemanha, aceita o desafio - vamos fazer convenios de cooperação urbanistico-ecologica para recuperar e inserir na economia verde as nossas cidades, principalmente aquelas com mais de cem anos?
Isso nos parece agora mais urgente do que discutir se a conferência da ONU sobre mudança climatica, que acaba de acabar na paradisiaca e politcamente autoritaria Indoneia.
Lá, como escrito aqui nestes blogs ha duas semanas, não deveria ter acontecido nada mais alem do que ja houve de avanço considerável - após fazer jogo, os representantes da Administração Bush que ocupa a Casa Branca no momnento aceitaram os termos genéricos da declaração final de Bali.
Não se fixaram as metas que a Europa e os ambientalistas pedem para a redução das emissões de gases do efeito estufa que causam o aquecimento global, mas o fato de os Estados Unidos (puxando Canada e Russia) se dobrarem ao clamor mundial da opinião publica foi um grande acontecimento.
Começa aqui, pode-se dizer, a construção acelerada do capitalismo verde para tentar consertar o que este sistema milenar causou de mal ao planeta.
Agora, vão ganhar diheiro limpando a sujeira.
Bem que poderiam tomar umas consultorias com o ainda comunista Oscar Niemeyer, pelo menos aprenderiam que podem usar a arquitetura para o mal tanto quanto para o bem.
O importante é usar para construir o mundo que se pretende.

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