Primavera árabe, outono americano, levante estudantil no Chile - e aqui no Brasil o povo passivo, aguardando a reposição da inflação de 7,3% do IPCA de setembro e ainda achando bom.
Para quebrar este marasmo, o jeito é juntar forças nas manifestações que começam a se espalhar, principalmente pela internet.
O que antes era mais um feriado imposto pelas elites de superstição católica, 12 de outubro pode virar agora mais um dia de protesto, como foi o 7 de setembro.
Em vez de comemorar alguma destas datas da elite nacional, vamos às ruas protestar contra a corrupção que toma conta do país e afasta o povo da política menor dos partidos, do toma-lá-dá-cá que a companheira Dilma sabe que existe mas não pode admitir na TV Globo.
Em Brasilia, a concentração da Marcha Contra a Corrupção está marcada para as 10h no Museu da República, ali perto da Rodoviária, na Esplanada dos Ministérios.
Grupos de todos os matizes estarão se reunindo para protestar.
Inclusive a rapaziada da Universidade de Brasília que encontrou na luta do Santuário dos Pajés uma forma de brigar contra a especulação imobiliária, representada pelo Setor Habitacional Noroeste, símbolo da devastação do cerrado e do capitalismo atrasado que sempre esteve associado à política local de Brasília.
Quem for à Marcha Contra a Corrupção vai poder conhecer o pessoal que está defendendo o cerrado contra a especualção imobiliária do Noroeste.
Sábado estive lá, fui caminhando daqui de casa, na Asa Norte, até chegar ao Santuário dos Pajés.
Veja aqui neste vídeo o que diz um dos líderes da ocupação indígena que reivindica uma reserva de 50 hectares para preservar o cerrado.
1 comments:
Massa, essa marcha.
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