Sexta-feira, Janeiro 27, 2012

Presença de movimentos em Pinheirinhos não diminui culpa do governador e do prefeito

Entende-se a ânsia pelo ângulo novo, em fatos sem novidades além de tudo que já se falou. Mas a tentativa de achar um novo gancho só para chamar de seu pode levar a distorções que comprometem o grau possível de imparcialidade relativa da mídia.


Alguns comentaristas tem procurado tirar o foco da questão Pinheirinhos do escândalo da remoção violenta de 1,6 mil famílias assentadas em terreno de empresa falida em São José dos Campos (SP), para dividir a responsabilidade pela tragédia com os poucos ativistas de movimentos sociais, ongs e pequenos partidos de esquerda.


Como se o crime não fosse a violência da PM e da guarda municipal, mostrada em inúmeros videos na tv e na internet, mas sim a tentativa dos ativistas de organizar os pobres e ensiná-los a se defender da brutalidade policial, inclusive como prática política para ampliar a influência destas correntes nas eleições.


Óbvio que tudo é político mesmo, fenômenos sociais que fazem parte da relação política de exclusão dos pobres e da concentração de riqueza no capitalismo financeiro. 


Insistir no abrandamento da culpa dos governos de SP e principalmente de São José dos Campos, só porque o PSTU e outras dezenas de correntes estavam envolvidas nas disputas de Pinheirinho, dá a impressão de que existe uma posição editorial a priori, muito restrita, quase manipuladora, sobre como o debate deva ser conduzido.


Muito estranho... então remover com barbárie os pobres assentados pode, mas militantes esquerdistas se juntar às famílias para ajudá-las a se defender não pode?


PS - Pois ví gente na tv tentando fazer isso, acredita?

1 comments:

Anônimo disse...

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